Meu gato
Sou eu que me roço nos teus pêlos
Te arranho
E te mordo até que pede socorro
Sou eu quem desvia e quem chama a atenção
Peço que queira me dar carinho
Exijo, às vezes.
E outras
me finjo despercebida
sou eu quem tem medo
vergonha
faço tudo aquilo contra o que eu falo.
mas eu te amo.
eu sou tempestade,
e tu é a calmaria
da gente, sabe?
Meu gato,
quero brincar muito com esse novelo
tricotar sincronicidade
fluir nessa amorosidade.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
bom dia coração
verdadeiros são os momentos em que não estamos juntos
quando junto
o meu eu que não quer nada com nada
com o meu eu que sente saudade de ti
segunda-feira, 18 de abril de 2011
VÁ CONTAR PENTELHOS
A BESTIALIDADE CEGA O BOM SENSO, MAS NÃO APAGA O PASSADO.
A humildade gera admiração e prova empatia.
O respeito demonstra valores familiares.
E chamar a atenção na base da grossura é muito pouca auto-estima.
terça-feira, 22 de março de 2011
borboleta
me arrastei por ti
fechei-me em mim mesma
presa no galho do esquecimento
aguardei
me abri em mil cores
voei
beijei tantas flores
que descobri a verdade:
o amor da borboleta
é a liberdade
sexta-feira, 4 de março de 2011
benedito
Fostes para mim o mais doce dos amores
O mais amargo dos dissabores
Não fostes azedo
O insípido pode descrever o fim
Não houve guerra
Só paz amor e juventude
Houveram sim, sabores picantes
Salgamos demais
Matamos a sede um do outro
É como se o prato principal, fosse nosso amor
-sexual-
E, transformado em sobremesa
a beleza
que não está mais na língua
mas sim na cabeça
(dela migra, dizem: ao coração)
O mais amargo dos dissabores
Não fostes azedo
O insípido pode descrever o fim
Não houve guerra
Só paz amor e juventude
Houveram sim, sabores picantes
Salgamos demais
Matamos a sede um do outro
É como se o prato principal, fosse nosso amor
-sexual-
E, transformado em sobremesa
a beleza
que não está mais na língua
mas sim na cabeça
(dela migra, dizem: ao coração)
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